OUTUBRO ROSA

Outubro chegou, e vem junto com a campanha internacional realizada anualmente que tem como objetivo incentivar a participação da população feminina na prevenção do diagnóstico precoce do câncer de mama, o Outubro Rosa.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a partir de 2018, estima-se que cerca de 59.960 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil por ano.

O laço cor-de-rosa simboliza a campanha de combate que é reconhecida mundialmente. Durante todo o mês de outubro, diversas instituições — tanto públicas quanto privadas — aderem a campanha, disponibilizando conteúdos instrutivos e serviços especiais a fim de convencer as mulheres e levá-las a realizar exames e possivelmente tratar qualquer problema encontrado antecipadamente, visto que, nos estágios iniciais, o câncer de mama é assintomático e responde muito melhor aos tratamentos.

O movimento que nasceu na década de 1990, representa a impulsão e disseminação de informações referentes ao assunto no Brasil e no mundo, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamentos.

Embora seja focado na luta contra o câncer de mama, muitas entidades aproveitam o mês para falar também sobre outras anomalias que podem ocorrer no corpo da mulher, como o câncer de ovário ou do colo do útero, por exemplo. A campanha enfatiza que o combate a esses e outros problemas devem ser mantidos sempre e não somente ao mês.

As campanhas vêm ganhando a cada ano mais autenticidade e aumentando a adesão ao movimento mundial, visando chamar atenção para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico prévio da doença.

Sendo o 2º câncer que mais atinge as mulheres no Brasil e no mundo, de acordo com o (INCA), o câncer de mama é uma neoplasia maligna que acomete o tecido mamário. Ele surge quando há uma mutação genética em alguma célula, que causa a multiplicação desenfreada de células anormais. Essa multiplicação forma um tumor que pode crescer rapidamente, mas também pode ter um curso lento em alguns casos.

Alguns fatores podem influenciar as chances do câncer se desenvolver, como ter menstruado antes dos 12 anos de idade, não ter filhos, ter engravidado pela primeira vez após os 30 anos, não ter amamentado, ter feito reposição hormonal, entre outros.

Há, também, fatores ambientais, genéticos e de estilo de vida, como a obesidade após a menopausa, a exposições frequentes à radiação, sedentarismo, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e casos na família, através da transmissão de genes.

Para que haja maiores chances de cura, o tumor deve ser identificado prematuramente. Exames como a mamografia, que deve ser feito frequentemente a partir dos 50 anos, já que a idade, como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam os riscos de se desenvolver, são imprescindíveis para a descoberta do câncer que pode ser tratado de forma imediata.

Por: José Augusto Correa

Referências:

INCA – Instituto Nacional de Câncer

 

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