Novembro Azul, alerta para o mês de combate mundial ao câncer de próstata

O Novembro Azul é considerado o mês de combate ao câncer de próstata no mundo todo, que está entre os tipos que mais atinge a população masculina, e responsável por cerca de 30% das mortes dos homens que desenvolve a neoplasias malignas.

A próstata é uma glândula exócrina que somente os homens possuem e que se localiza na parte baixa do abdômen. É um órgão pequeno que compõe o sistema reprodutor, e situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Sua função, junto com as vesículas, é produzir o espermatozoide, liberado durante o ato sexual.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata no Brasil fica atrás apenas do câncer de pele não melanoma, como o mais comum que atingem as pessoas do sexo.

O tipo é considerado uma doença da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos registrados no mundo ocorrem a partir dos 65 anos de idade.  No inicio, a doença pode não apresentar sintomas, os sinais costumam aparecer quando os tumores estão no estagio avançado, dificultando a cura.

Os sintomas da fase avançada podem provocar dor óssea, sintomas urinários, presença de sangue na urina ou no sêmen ou, quando muito grave, infecção generalizada e insuficiência renal.

A maneira mais eficaz de garantir a cura é o diagnóstico precoce. O histórico familiar de câncer de próstata é um fator a ser considerado para monitorar uma e dar inicio a uma investigação, mesmo com ausência de sintomas.

Este tipo de câncer tem maior recaimento sobre homens negros. A partir dos 45 o urologista deve ser consultado para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos.

Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração detectada no exame de toque retal. Outros procedimentos poderão ser solicitados se houver alguma suspeita de câncer, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

A melhor forma de tratamento depende de vários aspectos do quadro do enfermo, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida do paciente. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual se faz um monitoramento do desenvolvimento da doença e intervindo se houver alguma progressão.

Por José Augusto Corrêa

Referências:

Ministério da Saúde, INCA – Instituto Nacional de Câncer

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